Show do artista porto-riquenho levou idioma espanhol, símbolos culturais e críticas políticas ao maior palco da TV americana
O intervalo do Super Bowl deste domingo (8) ganhou contornos históricos com a apresentação de Bad Bunny, que levou ao palco uma celebração explícita da cultura latino-americana. Com convidados como Lady Gaga e Ricky Martin, o show foi marcado por simbolismos, identidade cultural e mensagens políticas diretas.
A apresentação foi conduzida quase integralmente em espanhol, sem preocupação em traduzir o conteúdo para o inglês. Logo na abertura, o cantor apresentou o espetáculo como “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, reforçando a inversão simbólica do idioma dominante.
O cenário inicial retratava cenas cotidianas de Porto Rico, como trabalhadores rurais, pessoas jogando dominó e salões de manicure, estabelecendo o tom cultural da performance.
Ao longo dos 13 minutos, Bad Bunny incorporou elementos recorrentes de seus shows, que reuniu convidados latinos como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba. O espetáculo também destacou o “perreo”, estilo de dança surgido em Porto Rico nos anos 1980.
Um dos momentos mais comentados foi a encenação de uma cerimônia de casamento real, realizada durante o show, com a presença de Lady Gaga acompanhada da banda porto-riquenha Los Sobrinos. Na sequência, Bad Bunny apresentou “Nuevayol”, música que aborda a conexão histórica entre Porto Rico e Nova York, com cenário inspirado nas bodegas latinas da cidade e participação simbólica de figuras da comunidade.
Ao final, segurando uma bola com a frase “Juntos, somos a América”, Bad Bunny listou países de todo o continente e concluiu o espetáculo com uma mensagem exibida no telão: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.
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