Comunicação integrada, códigos culturais e a desconstrução de preconceitos ditam o tom do debate que reuniu Africa Creative e CUFA no Pacaembu.
A palestra “Você sabe falar favelês?”, realizada durante o São Paulo Innovation Week (SPIW) que aconteceu nesta sexta-feira (15) no Pacaembu, trouxe reflexões sobre a relação entre marcas, comunicação e as múltiplas realidades presentes nas favelas brasileiras. O debate destacou como muitas campanhas ainda falham ao tentar se conectar com esse público justamente por não compreenderem seus códigos culturais, linguagens e vivências.
Participaram do encontro Mariana Corradi, VP de Estratégia da Africa Creative, Angerson Silva, co-CCO da agência, além de Celso Athayde e Marcus Athayde (ambos lideranças da CUFA, a Central Única das Favelas). As falas reforçaram a importância de enxergar as periferias para além dos estereótipos historicamente associados à escassez e à vulnerabilidade.
Ao abordar o papel estratégico da comunicação, Mariana Corradi destacou que “são muitos Brasis dentro de um Brasil”, evidenciando a necessidade de compreender a diversidade cultural e social existente no país. A construção de campanhas relevantes passa necessariamente pelo entendimento das diferentes linguagens, referências e contextos que formam essas comunidades.
A discussão também trouxe o trabalho da CUFA, organização que atua no fortalecimento das favelas por meio de iniciativas ligadas à educação, cultura, empreendedorismo, esporte e inclusão social. A instituição tem desempenhado um papel importante na valorização das potências econômicas e criativas das periferias brasileiras.
“Favela não é carência, favela é potência”, afirma Celso Athayde. A frase sintetiza a ideia central da palestra ao propor uma mudança de perspectiva sobre as favelas, reconhecendo esses territórios como espaços de inovação, criatividade, produção cultural e transformação social.
A mensagem final desta palestra na SPIW é clara: o futuro da comunicação brasileira depende do reconhecimento desses territórios não somente como palcos de problemas, mas como autênticos polos de inovação, criatividade, produção cultural e transformação social.
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