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Fonte: Creativosbr

Publishing Manager da Riot Games aponta desafio das marcas ao entrar no universo dos e-sports

Fernando Birche falou sobre os desafios das empresas ao entrar no universo gamer e a importância de conexões de longo prazo

As marcas que querem entrar no universo dos games precisam ir além de simplesmente adaptar sua comunicação ao público gamer. Essa é a avaliação de Fernando Birche, Publishing Manager da Riot Games, que falou sobre o tema em entrevista exclusiva ao Creativosbr durante as finais da Etapa 2 do VCT Américas, circuito competitivo de Valorant que reúne as principais equipes da região.

Segundo Birche, um dos principais erros das empresas é enxergar os e-sports apenas como uma oportunidade de alcançar uma audiência específica, sem necessariamente entender a relação que essa comunidade tem com o cenário.

“Um desafio muito grande das marcas — e posso falar isso não só por estar na Riot, mas porque trabalhei minha vida inteira com comunicação e marketing, além de ter dado aula sobre — é que muitas vezes elas olham para o mundo dos games como uma oportunidade para entrar e conversar com essa audiência. Mas, muitas vezes, não entendem que essa audiência não quer alguém que se ‘fantasie’ de games. Quer alguém que participe de fato”, falou. 

“Uma marca que viabilize experiências, fala a mesma língua e cria oportunidades para a comunidade viver ainda mais a paixão, são marcas que o jogador vai gostar. Algumas marcas não têm esse tempo, elas querem entrar e ter uma resposta muito rápida da comunidade, mas é algo que leva tempo, criar essa ponte com a comunidade. Então acho que esse é um grande desafio: quando você for trabalhar esse público, deve entrar de verdade, conversar de verdade”, completou.

Essa relação de longo prazo também muda a forma como uma campanha pode ser avaliada. Fernando Birche afirma que, além de alcance e visualização, a reação emocional do público pode ser um indicador importante para entender se uma iniciativa funcionou.

“Muito da conversa qualitativa também faz parte do resultado. Às vezes não é só um número. Lembro quando fizemos a campanha da Raze em 2022, eu brinquei que uma das principais métricas que usei naquela época foi a quantidade de pessoas dizendo que estavam chorando de emoção. Se a gente está tocando o coração das pessoas, isso é uma métrica”, disse.

Na visão do executivo da Riot Games, esse tipo de percepção ganha ainda mais peso quando a intenção da marca é construir uma relação que vá além de uma campanha pontual. Nesse caso, o resultado pode aparecer meses depois, quando a audiência já associou aquela empresa às experiências vividas dentro da comunidade.

“A construção de marcas lifestyle não se dá apenas através dos números, mas também das conexões estabelecidas, quantas pessoas gostam de viver aquela marca, falar daquela marca… Então não serão apenas visualizações, existem muitas outras metas qualitativas, que são engajamento. É uma marca lifestyle, então é algo que você ficará feliz hoje para ter algum tipo de conexão com o produto daqui alguns meses. É uma história de longo prazo, não tão imediata”, concluiu.

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