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Creativosbr

Fonte: Divulgação

O dia em que o Burger King usou a raiva da galera como mídia

Imagina ficar 15 anos sem comer o seu hambúrguer favorito e, quando a rede decide voltar pro seu país, as lojas demoram uma eternidade pra abrir. 

Foi exatamente isso que rolou com o Burger King na França. O resultado? O Twitter virou um grande muro das lamentações, com a galera surtando de impaciência.

Qualquer marca tradicional teria surtado, acionado a assessoria pra soltar nota oficial chata ou simplesmente apagado os comentários. Mas o BK e a agência Buzzman foram por outro caminho: resolveram tirar uma onda com a cara da própria comunidade.

Nascia a campanha Angry Tweets.

A sacada foi genial: eles pegaram os tuítes mais revoltados e sem paciência da galera e imprimiram em tamanho gigante direto nos tapumes de madeira das obras dos novos restaurantes. E o melhor era a resposta da marca, colada logo abaixo, cheia de ironia.

Teve um morador de Lille que mandou essa: “Se o BK não abrir logo, eu vou botar fogo na cidade”. A marca foi lá, cravou a frase na fachada da obra e respondeu na lata: “Calma, a gente abre em duas semanas. Guarde o isqueiro”.

Eles transformaram o que seria uma poluição visual de canteiro de obra num ponto de encontro pra foto e num gerador de meme instantâneo. O resultado? A campanha virou a mais retuitada da França naquele ano, gerou mais de 5 milhões de euros em mídia espontânea sem gastar um tostão com anúncio e ainda levou um Leão de Bronze em Cannes.

Em vez de ter medo da própria audiência, o BK usou a raiva da galera como combustível. Quando a marca tem coragem e domina o próprio tom de voz, até hater vira mídia do seu lado.

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