Bem amigos, falamos ao vivo e em definitivo da minha primeira coluna no Creativosbr! Espero que gostem. 😊
Na última semana, estive em Londres, no congresso da WOO (Organização Global de OOH). Foi nostálgico voltar depois de quase 15 anos. Quando fui, a cidade respirava a expectativa de receber os Jogos Olímpicos de 2012. Eu era planejador de mídia na JWT. O OOH era predominantemente estático. E em Piccadilly Circus, 6 grandes painéis independentes chamavam a atenção por sua imponência e ofereciam um dos cartões postais da cidade.
Hoje estou do outro lado da mesa e lidero uma das equipes comerciais da NEOOH. O OOH se digitalizou e pode superar o share do estático em 2027 pela primeira vez na história (deve fechar 47% em 2026). E o icônico de Piccadilly comprova esta transformação, desde 2017 virou uma única tela, curvilínea e com uma dinâmica de encantar quem passa por ali. Arte em estado puro.
O congresso teve mais de 800 delegados, de 55 países e com destaque para a sempre animada delegação brasileira. O Brasil foi muito citado como um dos principais mercados em vários painéis. Líderes globais falaram do momento do meio e o que vem para o futuro.
Óbvio que IA foi tema em quase todos os painéis, com notícias e projeções quentinhas, como por exemplo a Dentsu, que aponta que já em 2027, 79% do planejamento e compra de mídia serão feitos por IA. Ou então a Broadsign que rodou a sua primeira campanha agêntica, ou seja, com pouco ou quase nenhuma interferência humana.
Trazendo o olhar para o hoje, também não poderia faltar falar de economia da atenção e que já foi atualizada para economia da ação em um dos painéis. Destacando que a atenção deve ser o meio e a ação o fim.
O OOH é experiência! Logo na abertura, Jean-François Decaux, Co-CEO global da JCDecaux, trouxe uma importante reflexão sobre experiências. Em pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial, se aponta que 78% dos Millenials preferem gastar seus recursos com experiências e que o número de passageiros aéreos crescerá de 9,8Bi para 23,2Bi até 2054, muito acima da média recente.
O OOH é IRL! Outra passagem de destaque foi a de Nick Brien, CEO da Outfront, que ousou e sugeriu que o OOH deveria ser rebatizado para IRL (In Real Life = Na Vida Real), esticando a corda no discurso de Decaux. A palavra confiança foi muito repetida durante os dois dias, atribuindo aos anunciantes a utilidade de se posicionarem em um ambiente de credibilidade. E para o público, projetos que sejam genuínos, de verdade. Eventos sociais, viagens, festas, estão na jornada e ganham protagonismo quando as pessoas querem viver menos dependentes das telas.
Pela ótica de quem já foi mídia e hoje oferece soluções, senti que a indústria está mais preparada do que nunca para entregar excelência, dados, tecnologia e projetos de verdade para o mercado anunciante. E aproveitando a semana de Copa do Mundo, é inevitável olhar o que fazemos aqui no Brasil e como estamos posicionados no mundo. Pela forma como fomos citados e reconhecidos, o protagonismo do OOH (ou do IRL) tem tudo para ser nosso.
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