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Fonte: Divulgação Doeina Nowill

Fundação Dorina Nowill para Cegos lança sua primeira Biblioteca Inclusiva

A Biblioteca Inclusiva Regina Caldeira conta com acervos físicos e digitais, além de uma agenda contínua de atividades culturais ao longo do ano

Fundação Dorina Nowill para Cegos inaugura, no dia  11 de maio de 2026, a Biblioteca Inclusiva Regina Caldeira, um novo espaço em São Paulo que reforça o compromisso da instituição com a democratização do conhecimento e a inclusão social. 

A nova biblioteca, localizada na sede da Fundação Dorina, na Vila Clementino, foi projetada com uma estrutura totalmente acessível e conta com tecnologias assistivas de ponta, como linha braille para leitura, e impressora braille para demandas de curto alcance. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30, oferecendo não apenas a consulta local e o empréstimo de materiais, mas também uma agenda cultural contínua. 

O acervo  contempla mais de 5.700 títulos, de diferentes categorias, tais como Ficção, romance, literatura infanto juvenil e clássicos, e reúne obras como Torto Arado de Itamar Vieira Junior e Olhos D’Agua de Conceição Evaristo, em formatos inclusivos, incluindo braille, tinta ampliada e audiolivros, além de obras em formato tradicional voltadas para familiares e acompanhantes, consolidando a unidade como uma referência nacional no livro inclusivo. A programação semanal inclui encontros literários, oficinas criativas e jogos adaptados, enquanto as atividades mensais contam com cineclube e clube de leitura, promovendo a convivência e a troca entre todos os públicos, independentemente de sua condição visual.

A programação semanal inclui encontros literários, oficinas criativas e jogos adaptados, enquanto as atividades mensais contam com cineclube e clube de leitura, promovendo a convivência e a troca entre todos os públicos, independentemente de sua condição visual.

O nome do espaço é uma homenagem à trajetória da colaboradora Regina Caldeira, cuja história com a Fundação Dorina começou ainda na infância, aos sete anos, quando perdeu a visão devido a um glaucoma congênito. Na instituição, ela encontrou no braille e na educação a base para sua formação e, em 1975, iniciou sua carreira profissional na casa como telefonista. Após formar-se em Letras, Regina trabalhou diretamente com dona Dorina de Gouvêa Nowill.. Desde 1987, ela se dedica à produção de livros acessíveis e hoje atua como coordenadora da área de Revisão Braille, sendo uma defensora incansável da precisão e qualidade dos materiais que conferem autonomia a milhares de pessoas cegas. Apaixonada pela leitura, Regina define o novo espaço com sensibilidade ao afirmar que “no silêncio das bibliotecas aprendemos muito com todas as vozes que estão ali falando conosco”.

“A inauguração é um marco que ocorre em um momento simbólico de celebração dos 80 anos da Fundação Dorina. A Biblioteca Inclusiva Regina Caldeira é mais do que um novo ambiente físico, ela carrega afetos e reafirma a missão institucional de ampliar o acesso à literatura e à informação, promovendo a plena participação social das pessoas com deficiência visual”, afirma Alexandre Munck, Superintendente Executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A Fundação Dorina, que é reconhecida pela seriedade de seu trabalho em prol da pessoa com deficiência visual e por possuir um dos maiores parques gráficos braille em capacidade produtiva da América Latina, continua a oferecer serviços gratuitos de habilitação, reabilitação e programas de inclusão profissional. Com o apoio de parceiros e voluntários, a organização segue atuando em busca da independência e inclusão dos seus assistidos, agora com um novo centro de saber que imortaliza a dedicação de profissionais como Regina Caldeira.

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