A publicidade vive a era do bonito, rápido e esquecível. As duas primeiras, exigência geral; a última, consequência dessa exigência. A verdade é que tudo o que é bonito e necessita ser feito com pressa perde sua essência e sua eficiência, tornando-se o famoso “pastel” da criatividade.
Em quase 20 anos de carreira, aprendi que precisamos sim ser ágeis, precisamos sim ser criativos e desenvolver trabalhos bonitos, mas – acima de tudo – necessitamos criar com cautela, tempo e, claro, estratégia.
E estratégia leva tempo. Não se deve abrir um Word, um Excel ou um Photoshop e sair “criando”. É necessário pesquisar, estudar, ler, se abastecer de referências e, principalmente, entender os objetivos do cliente. As referências buscadas no momento do job, juntando-se com as referências conquistadas em sua bagagem cultural e criativa são as que servirão de base para uma boa entrega.
Já criar com um objetivo é essencial para fugir do esquecível. Por isso, é importante entender o propósito da marca e o que ela quer atingir. Não cabe mais criar por criar. Uma ideia bem aproveitada só é válida se ela vender, fortalecer sua marca ou atingir qualquer que seja a intenção da sua campanha.
Portanto, assim como um camisa 10 bota a bola no chão quando a bola é passada pra ele, respirar fundo, olhar para o todo e definir quais os caminhos serão escolhidos são tarefas fundamentais para que seu trabalho seja bonito, eficiente e, por consequência, inesquecível!
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