Líder em gelo para drink usa a APAS SHOW 2026 para reforçar presença no autosserviço e sustentar uma estratégia que combina collabs com grandes marcas, ganho de escala e aposta no gelo como categoria recorrente de consumo
A participação da Coco Leve na APAS SHOW 2026 marca um novo momento da empresa no varejo alimentar. Depois de consolidar presença no autosserviço e ampliar sua atuação com collabs e novos produtos, a companhia chega à feira com um discurso centrado em escala, inovação e giro, tentando mostrar a supermercadistas, atacarejos, conveniências e distribuidores que o gelo pode ocupar um espaço mais nobre dentro da cadeia de bebidas.
Pioneira na categoria de gelo para drink, a empresa afirma deter 58% do autosserviço no Brasil, segundo dados da Scanntech, e projeta faturamento de R$131 milhões em 2026, após encerrar 2025 com receita próxima de R$100 milhões. A meta de longo prazo é alcançar R$300 milhões até o fim da década, apoiada em expansão industrial, diversificação de portfólio e aprofundamento da presença nacional. “Com a nova fábrica e o avanço das collabs, nosso foco é escalar sem perder relevância; queremos que o gelo para drink seja tão recorrente no carrinho de compras quanto a própria bebida que ele acompanha”, afirma Pedro Henrique Lima Silva, fundador e CEO da Coco Leve.
O principal investimento por trás dessa estratégia é a segunda fábrica da companhia, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, que recebe aporte de R$20 milhões e se soma à operação de Atibaia. Com isso, a capacidade diária potencial sobe de 400 mil para até 700 mil unidades. O aporte integra um capex acumulado de R$50 milhões em fábricas, automação, logística e tecnologia. Segundo a empresa, o avanço responde ao limite operacional alcançado em 2025 e prepara a base para um portfólio mais amplo, com maior cobertura geográfica e novos formatos de consumo.
Hoje, a Coco Leve afirma atuar em praticamente todo o território nacional, com exceção do Acre, por meio de uma malha qu inclui supermercados, conveniências, atacarejos, adegas, bares, restaurantes, eventos e plataformas de entrega. A empresa sustenta que já consegue entregar uma caixa de produtos em qualquer cidade do país em até quatro dias, argumento que ganha peso em um evento como a APAS, onde a disputa por espaço depende não apenas de inovação, mas também de regularidade de abastecimento, cadeia fria e execução comercial.
Na prática, a companhia tenta convencer o varejo de que o gelo deixou de ser commodity. Essa defesa parte da tecnologia desenvolvida para fazer seus produtos durarem até três vezes mais do que um gelo comum, preservando o resfriamento e reduzindo a diluição da bebida. “Quando começamos a congelar água de coco na garagem, a ideia era resolver um problema simples do bar; hoje, inovação para nós significa criar categorias novas dentro do copo e não apenas lançar mais um produto na gôndola”, diz Pedro Henrique. Com 92,4% de share in handlers, o gelo Coco Leve domina a preferência e é a escolha certa por quem busca um copão carregado de sabor, durabilidade, inovação e personalidade.
Esse reposicionamento foi construído por meio de um portfólio que vai além do gelo saborizado tradicional. A empresa passou a atuar em diferentes ocasiões de consumo, com produtos voltados à coquetelaria e até mesmo cerveja.
Nos últimos anos, a companhia construiu essa estratégia apoiada em collabs com grandes marcas, que ajudaram a transformar o gelo em ativo de marca, ferramenta de trade e plataforma de experiência. Entre elas estão parcerias com Beats, Baly, White Horse, Xeque Mate e Approve, além de ativações com grupos como Ambev e Heineken. No caso da Xeque Mate, a empresa desenvolveu um gelo sabor limão e gengibre pensado para potencializar o drink da marca, distribuído em redes, supermercados regionais e plataformas como o Z Delivery. Já com a Ambev, a relação evoluiu para uma linha de gelos específicos para Beats Senses, Beats GT, Beats Red Mix e, mais recentemente, Beats Green Mix.
A parceria com Beats ganhou peso especial dentro da operação. Segundo a empresa, o primeiro ano de colaboração somou 5 milhões de unidades vendidas, o equivalente a 5% do faturamento da Coco Leve. “Em apenas um ano de colaboração, alcançamos 5 milhões de unidades vendidas, somando os três SKUs já disponíveis no mercado. Isso mostra como o consumidor brasileiro está pronto para novas formas de consumir drinks e como a categoria de gelos saborizados tem espaço para crescer e ganhar relevância no mercado de bebidas”, diz Pedro Henrique. Com o lançamento do gelo para Green Mix, a marca passa a contar com quatro SKUs dedicados à linha Beats, ampliando sua presença no trade e no varejo moderno.
No caso da Baly, a collab também é tratada como movimento estratégico de expansão. A linha inspirada no sabor Baly Tradicional deve responder por 5% da receita da Coco Leve em 2026, de acordo com a companhia, dentro de uma campanha que projeta mais de 3 milhões de unidades vendidas nos próximos meses, com meta de 350 mil unidades por mês. “Usamos essa combinação para criar um produto que traduz no gelo o sabor característico de Baly Tradicional”, afirma Pedro Henrique. Segundo o executivo, a parceria também ajuda a ampliar a presença da marca entre públicos C e D, reposicionando o copo como experiência próxima à de um drink de bar, mas com preço acessível.
A linha de produtos da empresa também inclui gelo para cerveja, desenvolvido para resfriar rapidamente a bebida sem diluí-la. A presença desses itens no portfólio reforça a tentativa de ampliar ocasiões de consumo e reduzir a dependência da sazonalidade. Embora reconheça picos em períodos como verão, Carnaval e festas de fim de ano, a companhia afirma operar com vendas relativamente lineares ao longo do ano, apoiada pelo consumo de destilados no inverno, por festas regionais e pela expansão da cultura do copo em diferentes mercados.
Na visão de Marcelo Cesana, sócio da empresa e um dos responsáveis pela expansão comercial da categoria, a força da Coco Leve está justamente em conectar todos esses pontos. “Parcerias com grupos como Ambev e Diageo mostram que o gelo deixou de ser um detalhe logístico para virar plataforma de valor, e a Coco Leve é a ponte entre essas marcas e o consumidor que já incorporou o copo como experiência”, afirma. Segundo ele, a lógica aplicada no mercado brasileiro também servirá de base para a internacionalização da empresa, que hoje já opera em Estados Unidos, França, Portugal e Paraguai e quer elevar as exportações de cerca de 2% para 10% da receita até 2030.
Ao chegar à APAS SHOW 2026, a empresa tenta consolidar diante do varejo a ideia de que sua operação não se resume a um lançamento pontual nem a uma categoria sazonal. O que está em jogo é a defesa de um portfólio capaz de combinar conveniência, branding, experiência e giro. Em um ambiente em que supermercados buscam produtos com apelo visual, margem e potencial de compra por impulso, a Coco Leve quer mostrar que o gelo, antes invisível, pode se tornar item recorrente do carrinho e ativo relevante para toda a cadeia de bebidas.
Sobre a Coco Leve
A Coco Leve surgiu em 2018, dentro da casa do seu fundador, Pedro Henrique Lima Silva, depois que ele viu um barman abrindo com uma faca uma caixinha tetra pak de água de coco congelada para colocar em um drink. A empresa, então, desenvolveu gelos “inimigos do fim”, que duram 3x mais do que os tradicionais e potencializam sabores. Hoje, a empresa já faturou mais de R$160 milhões, tem 58% de market share (ScannTech) e conta com mais de 200 funcionários entre fábrica e escritório.
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