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Fonte: Reprodução site Roma pra você

A Fontana di Trevi fatura mais de R$ 6 milhões por ano em moedas — e ninguém rouba um centavo

Se você já foi a Roma — ou já viu alguém fazer isso no story de alguém — sabe do ritual: de costas pra fonte, moeda na mão direita passando por cima do ombro esquerdo, e “puf”, lá se vai o desejo de voltar à Cidade Eterna. O que pouca gente sabe é que essa moedinha de 1 euro vira, literalmente, comida na mesa de quem precisa em Roma.

Sabe, mais ou menos quanto dá isso? Nada mais, nada menos que entre 1 milhão e 1,5 milhão de euros por ano — algo em torno de 3 mil euros por dia, considerando os milhões de turistas que passam pela fonte anualmente. É basicamente uma “arrecadação recorrente” movida a superstição.

Muita gente se pergunta pra onde vai esse dinheiro todo. O creativosbr ter conta. Desde os anos 2000, a prefeitura de Roma recolhe as moedas e repassa integralmente para a Cáritas de Roma, instituição de caridade ligada à Igreja Católica. O dinheiro financia projetos como cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e abrigos para moradores em situação de rua na cidade — nada de ir pro cofre público, como internet gosta de especular de tempos em tempos (spoiler: já teve tentativa nesse sentido em 2017, mas a prefeitura confirmou publicamente que a grana continua com a Cáritas).

Times da concessionária local usam vassouras compridas e mangueiras de sucção pra tirar tudo do fundo da fonte, geralmente de madrugada e com policiamento municipal por perto. Depois, na Cáritas, um funcionário — sim, existe alguém cujo trabalho literal é esse há mais de uma década — seca as moedas com secador de cabelo, separa por país e contabiliza tudo antes de converter pra euro.

Esse case é ouro pra quem trabalha com marca e comportamento do consumidor: é um exemplo raro de ritual espontâneo, não pago, que virou um mecanismo de arrecadação recorrente e institucionalizado — algo que nenhuma campanha de doação consegue replicar de propósito. As placas ao redor da fonte, que explicam o destino do dinheiro, também são um estudo de caso e tanto de como transparência pode transformar um gesto banal (jogar moeda fora) em ato de propósito, sem custar nada pra quem arrecada.

Ou seja: da próxima vez que você jogar uma moeda pedindo pra voltar a Roma, saiba que ela também está pagando o almoço de alguém que precisa hoje.

Este texto foi criado com auxílio de inteligência artificial.

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