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Fonte: Imagem ironicamente feita por IA

A publicidade artificial não é inteligente

É exponencial o fato de que a inteligência artificial vem crescendo tanto em importância quanto em necessidade. Foi-se o tempo de textões dizendo que ela não tomaria o emprego das pessoas e que bastaria estar adequado a ela para não ser engolido pela IA.

Os textos e teses continuam, embora muita gente anda perdendo o emprego por “ficar pra trás” da inteligência artificial por não a entenderem ou não se adequarem a ela. Em diversas profissões, a IA já se instalou, mas é verdade também é que os resilientes aprenderam a jogar o jogo e usá-la em seu favor para garantir melhores resultados.

Na publicidade, seja para geração de artes, layouts, apresentações, textos em geral ou filmes publicitários, é nítido que a IA chegou chegando, mas mesmo que (ainda) não tenha substituído as mentes criativas e brilhantes, começou a tirar a percepção de valor que os clientes possuíam sobre os trabalhos fornecidos.

É possível ver na internet campanhas feitas por IA, com “cara de IA”. Filmes, artes, textos tão “plásticos” que todo mundo sabe que a inteligência artificial está ali, presente. Um verdadeiro desaforo para os criativos e estrategistas publicitários, mas que, muitas vezes, para o cliente que não percebe valor nas entregas resultantes de uma competência criativa, tem seu valor, ao menos por ora. Ao menos até perceber que não há estudo, que não há criatividade, que não há autenticidade. Afinal de contas, a veracidade do homem é importante, e as referências jamais poderão ser realmente copiadas. A IA nasceu agora, de maneira artificial, e nunca conseguirá transmitir a vivência e as experiências que somente a mente humana é capaz de criar.

Entretanto, cabe ao profissional resiliente fazer com que a percepção de valor pelo seu produto e/ou serviço seja reavaliada. A culpa não é do cliente, que busca muitas vezes preço em vez de resultados eficientes. A culpa não é da IA que chegou para mostrar trabalho e conquistar seu espaço no âmbito profissional. E embora a culpa também não seja nossa, caberá a nós mudarmos a imagem que nossas entregas têm, sendo criativos o suficiente para que os valores sejam realmente revertidos, e que a nova publicidade deixe de ser artificial e passe a ser novamente inteligente.

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